
巴西牛肉出口商协会发布的报告指出,行业产量创下历史新高,产业规模达1.15万亿雷亚尔,预计至2035年出口量可达710万吨
巴西肉类出口商协会(ABIEC)于本周四(16日)在巴西利亚发布第十一期《牛肉行业报告》,该报告汇总了巴西肉牛产业核心各项指标。协会主席罗伯托·佩罗萨携协会各董事出席发布会,面向媒体记者完成本次报告发布工作。
本报告由雅典娜农业咨询公司联合编制,数据显示2025年是巴西肉牛产业具有里程碑意义的一年。该国牛肉胴体产量达1235万吨,肉牛屠宰量4779万头,产业经济规模1.159万亿雷亚尔;向177个国家出口牛肉350万吨,出口营收创下180亿美元历史新高。凭借这份业绩,巴西首次登顶全球牛肉产量榜首,并持续保持全球牛肉出口第一大国地位。
《牛肉行业报告》同时展现了巴西肉牛产业生产效率的大幅提升。1990至2025年间,巴西牛肉总产量增长146.6%,增速是牛群存栏增幅的3.6倍,同期牛群存栏仅上涨40%。全国肉牛存栏约1.955亿头,为全球商用肉牛存栏规模之最;巴西牛肉产量占全球总产量比重达16.1%。
牛肉出口量再创新高,相较2024年出口重量上涨20.6%,出口收入提升40%。中国仍是巴西牛肉第一大出口目的地,其次为美国、智利、欧盟与俄罗斯。出口量占国内总产量比重升至36.7%,创下历史纪录。
2025年巴西肉牛全产业链经济规模达1.159万亿雷亚尔,约占巴西国内生产总值(GDP)的9%。国内市场消化牛肉胴体787万吨,占全国总产量63.3%,人均年牛肉胴体消费量37.04公斤。全年屠宰肉牛中,63.6%由联邦检验体系(SIF)认证屠宰场加工,该类企业产出的牛肉占全国总产量66.5%。
可持续发展
报告数据显示,巴西肉牛产业的增长依托生产效率提升与土地高效利用实现。过去三十年间,行业生产效率提升183%,牧场面积反而缩减18%,现有牧场总面积约1.6亿公顷。同期约2790万公顷牧场土地转为种植业及其他用地。目前巴西64%国土覆盖原生植被,牧场仅占全国国土面积约19%。
另一大亮点是养殖集约化水平持续提升。2025年,育肥圈养与集约化牧场育肥(TIP)模式出栏肉牛占总屠宰量23%,约1900万头肉牛饲喂高浓缩饲料,体现巴西肉牛养殖技术迭代成果,可在不新增土地的前提下扩大产能。报告同时指出,正规屠宰中母牛占比达历史峰值46.8%,反映种群科学淘汰机制完善、牛群生产效率稳步提升。
报告配套的低碳化研究测算:通过产业现代化改造,至2050年每公斤牛肉碳排放强度至少可降低79.9%;若实现零毁林、全面推行ABC+农业低碳计划技术、缩短肉牛屠宰周期并使用甲烷减排饲料添加剂,碳排强度降幅最高可达92.6%。
未来十年行业展望
这份《牛肉行业报告》除梳理产业链当下经营现状外,还对巴西肉牛产业发展前景作出预判。预测数据显示,到 2035 年,巴西牛肉胴体产量有望达到 1518 万吨,较 2025 年增长约 23%;牛肉出口胴体量将从 453 万吨增至 709 万吨,涨幅 56.5%。尽管预计 2026 年行业产量增速有所放缓,但报告强调,依托生产效率提升、产业成本竞争力及海外市场持续开拓,巴西具备充足优势承接全球牛肉需求增量。
巴西肉类出口商协会主席罗伯托・佩罗萨表示:“《牛肉行业报告》印证巴西肉牛产业正处在发展史上关键阶段。各项数据证明,行业完全能够以更高效率、更强可持续性与市场竞争力扩大产能。产业的稳步发展让巴西坐稳全球牛肉第一大生产国与出口国的位置,在全球优质动物蛋白持续上涨的需求中占据得天独厚的优势。”
2026 版《牛肉行业报告》现已在巴西肉类出口商协会官网上线葡语、英语版本,西班牙语与中文译本将于近期发布,方便全球核心贸易市场获取巴西肉牛产业相关资讯。
消息来源:ABIEC
Beef Report 2026 revela novo patamar da pecuária brasileira

Publicação da ABIEC destaca produção recorde, movimentação de R$ 1,15 trilhão e exportações que podem chegar a 7,1 milhões de toneladas até 2035
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) apresentou, nesta quinta-feira (16), em Brasília, a 11ª edição do Beef Report, publicação que reúne os principais indicadores da pecuária de corte brasileira. O lançamento foi conduzido pelo presidente da entidade, Roberto Perosa, acompanhado pelos diretores da ABIEC, durante coletiva de imprensa com jornalistas.
Elaborado em parceria com a Athenagro Consultoria, o relatório mostra que 2025 foi um ano histórico para a pecuária brasileira. O país produziu 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC), abateu 47,79 milhões de bovinos, movimentou R$ 1,159 trilhão e exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina para 177 países, com faturamento recorde de US$ 18 bilhões. O desempenho consolidou o Brasil, pela primeira vez, como o maior produtor mundial de carne bovina e manteve o país na liderança das exportações globais.
O Beef Report também evidencia os avanços da produtividade brasileira. Entre 1990 e 2025, a produção nacional de carne bovina cresceu 146,6%, ritmo 3,6 vezes superior ao crescimento do rebanho, que avançou 40% no mesmo período. O rebanho foi estimado em 195,5 milhões de cabeças, o maior comercial do mundo, enquanto o Brasil passou a responder por 16,1% de toda a produção global de carne bovina.
As exportações alcançaram um novo recorde, com crescimento de 20,6% em volume e de 40% em receita em relação a 2024. A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, seguida por Estados Unidos, Chile, União Europeia e Rússia. A participação das exportações na produção nacional atingiu 36,7%, o maior patamar da série histórica.
A cadeia da pecuária de corte movimentou R$ 1,159 trilhão em 2025, valor equivalente a cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O mercado interno absorveu 7,87 milhões de TEC, correspondentes a 63,3% da produção nacional, enquanto o consumo per capita foi estimado em 37,04 quilos equivalente carcaça por habitante ao ano. Além disso, 63,6% dos bovinos abatidos passaram por estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsáveis por 66,5% de toda a carne produzida no país.
Sustentabilidade
Os números do Beef Report mostram que o crescimento da pecuária brasileira segue baseado no aumento da produtividade e no uso mais eficiente da terra. Nos últimos 30 anos, a produtividade cresceu 183%, enquanto a área de pastagens foi reduzida em 18%, chegando a cerca de 160 milhões de hectares. Nesse período, aproximadamente 27,9 milhões de hectares de pastagens foram convertidos para agricultura e outras atividades. Atualmente, 64% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto as pastagens ocupam cerca de 19% da área do país.
Outro destaque é o avanço da intensificação da produção. Em 2025, os sistemas de confinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP) responderam por 23% dos bovinos abatidos, enquanto cerca de 19 milhões de animais receberam dietas com altos níveis de concentrado, demonstrando o avanço tecnológico da pecuária brasileira e seu potencial para ampliar a produção utilizando a mesma área. O relatório também aponta participação recorde das fêmeas no abate formal (46,8%), reflexo do avanço do descarte técnico e dos ganhos de produtividade dos rebanhos.
O estudo de descarbonização incorporado ao relatório estima que a modernização da pecuária poderá reduzir em pelo menos 79,9% a intensidade das emissões por quilo de carne até 2050. Com desmatamento zero, adoção das tecnologias do Plano ABC+, redução da idade de abate e uso de aditivos para mitigação de metano, essa redução poderá alcançar 92,6%.
Projeções para os próximos dez anos
Além de retratar o desempenho atual da cadeia, o Beef Report apresenta perspectivas para o futuro da pecuária brasileira. As projeções indicam que a produção poderá atingir 15,18 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC) até 2035, crescimento de cerca de 23% em relação a 2025. As exportações deverão avançar de 4,53 milhões para 7,09 milhões de TEC, alta de 56,5%. Mesmo diante da expectativa de acomodação da produção em 2026, o relatório destaca que o Brasil reúne as melhores condições para responder ao crescimento da demanda mundial por carne bovina, sustentado pelos ganhos de produtividade, competitividade e abertura de mercados.
“O Beef Report mostra que a pecuária brasileira vive um dos momentos mais importantes da sua história. Os números comprovam que é possível produzir mais, com mais eficiência, sustentabilidade e competitividade. Essa evolução consolidou o Brasil como maior produtor e exportador mundial de carne bovina e nos coloca em uma posição privilegiada para atender à crescente demanda global por proteína de qualidade”, destacou Roberto Perosa, presidente da ABIEC.
O Beef Report 2026 já está disponível em português e inglês no site da ABIEC. As versões em espanhol e mandarim serão disponibilizadas em breve, ampliando o acesso às informações sobre a pecuária brasileira nos principais mercados internacionais.
Source:ABIEC